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Leishmaniose

A leishmaniose é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito flebótomo ou popularmente chamado de mosquito palha.

O flebotómo é um mosquito pequeno e não emite zumbido, por isso sua presença passa despercebida, ele é hematófago, isto é, se alimenta de sangue. A cor varia desde amarelo claro a castanho escuro. Quando se dispõem a picar, salta com as asas levantadas sobre o corpo do animal.

A leishmaniose é uma zoonose (doença dos animais que podem ser transmitida ao homem), portanto merece sua importância na saúde pública.

Os sintomas aparentes em cães são: o crescimento (acelerado) das unhas, emagrecimento, falta de apetite, anemia, lesões oculares, feridas na pele (que não cicatrizam), insuficiência renal. Mas o diagnóstico só pode ser comprovado após ser feito exame laboratorial, caso contrario, ninguém poderá confirmar a doença, nem mesmo o médico veterinário.

A melhor forma de se evitar essa doença é através da prevenção como: manter o quintal sempre limpo (livre de matéria orgânica, como fezes de animais, folhas, frutos, madeiras etc.), uma vez que o mosquito transmissor se reproduz em acumulo de matéria orgânica em decomposição. Evitar criação de porcos e galinhas em áreas urbanas. Às vezes, em um galinheiro rudimentar, com meia dúzia de galinhas, é possível capturar, durante uma única noite, grande quantidade de flebótomos. Em resumo, a presença de porcos e galinhas aumenta a quantidade de mosquitos no local e, consequentemente, o risco de transmissão da leishmaniose visceral também sobe.

Outras formas de prevenção em cães é a utilização de repelentes e coleiras a base de citronela, além da vacina que hoje em dia tem uma eficácia de 98%.

O tratamento para leishmaniose em cães existe, mas o mesmo é proibido (apenas no Brasil) com a utilização de drogas da linha humana.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde 1963, cães que apresentem exames soropositivos para leishmaniose visceral canina devem ser sacrificados. Mas a eutanásia não é melhor saída para o controle da zoonose e nem evitar a contaminação de humanos.

A polêmica fica ainda mais forte por conta de a leishmaniose ser uma doença que existe em outros locais do mundo, como Europa e Estados Unidos, e o Brasil ser o único país em que o sacrifício dos animais é obrigatório.

Como foi dito, para ser transmitida de um cão para outro ou para humanos, é preciso que o animal infectado seja picado pelo mosquito, transmissor da doença. Em nota ao jornal on-line Folha.com, o Dr. Fábio dos Santos Nogueira que fez seu doutorado sobre a doença e não acredita que a eutanásia resolva o problema fez uma observação sobre o assunto: “Desde 97, foram sacrificados mais de 13 mil cães na região de Araçatuba e a doença não foi controlada. Quem gosta de cachorro substitui o cão sacrificado por outro, que fatalmente será infectado pelos mesmos mosquitos, e continuará o ciclo”.

Seguindo a linha de pensamento de especialistas no assunto, em um Congresso de Medicina Veterinária realizado no Mato Grosso do Sul, a polemica foi abordada pelo Médico Veterinário e Doutorando da USP, André Fonseca, este relatou que: “Não existe nenhum estudo científico que comprove a eficácia da eutanásia, o que deveria existir em maior proporção é a política de combate aos mosquitos. Não adianta tentar solucionar o problema de um lado se os mosquitos continuam se proliferando”.

Contudo o que pôde ser concluído, é que os órgãos responsáveis pelo controle parasitológico local deveriam se preocupar um pouco mais com o combate ao vetor transmissor da leishmaniose, tanto quanto se preocupam ao combate ao Aedes aegypti (o famoso mosquito transmissor da dengue). Uma vez que já foi comprovado que a eutanásia não soluciona o grande problema.

Por: Raquel Sassi da Silva


Posse Responsável de Animais Domésticos

Na hora de escolher um animal como companheiro, é preciso ter responsabilidade. Não basta apenas querer, tem que saber cuidar.

Ao levarmos um animal para casa devemos ter a consciência que ele é totalmente dependente da gente. O bichinho não vai comer se você não colocar comida, não vai beber água se você não colocar a água, não vai dormir quentinho se você não colocar panos para aquecê-lo e não vai ser saudável se você não cuidar bem dele.

Quando se adota um animal, as pessoas têm que saber que ele vai dar um gasto mensal, pode ter problemas, o cachorro (ou gato) pode vir a ficar doente, vai ser necessário gastos com veterinário. Tendo em vista que eles duram uma média de 10 a 15 anos. E se essa pessoa não tem condições financeiras para ao menos dar uma condição de vida favorável a esse animal, é melhor nem querer tê-lo como companheiro.

Decisão tomada por impulso é meio caminho para um triste final: o abandono e maus tratos.

O abandono traz muito sofrimento para o animal e é um problema de saúde pública, pois esses animais de rua podem oferecer riscos à saúde da população como, por exemplo, a transmissão da raiva, da sarna e até mesmo de vermes.

Esses animais acabam “criando” também mais um problema: a superpopulação. No Brasil, a cada criança que nasce, nascem 15 cães e 45 gatos. Numa estimativa aproximada, uma cadela, no prazo de 6 anos, gera indiretamente 64 mil filhotes. Uma gata, em 7 anos, 420 mil novos seres. O número de animais abandonados não é maior porque a grande maioria morre precocemente.

A posse responsável de animais, nada mais é, que você se preocupar ter amor e poder dar a ele a melhor condição de vida possível. Ser consciente que se você sente frio, fome, sede, medo, dor, tristeza eles também sentem.

Por: Raquel Sassi da Silva

“Jamais creia que os animais sofrem menos que os humanos.A dor é a mesma para eles e para nós.Talvez pior, porque eles não se podem ajudar a si mesmos, dependem de nós para isso.Não abandone nem maltrate o seu melhor e mais fiel AMIGO.“ (fonte, internet)


 

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